Não a PL e ao Azeredo (de novo)
Havia feito esse post há quase 2 meses atrás. Inexplicávelmente, ele foi apagado do blog.
Ou seja, acabei descobrindo que a versão que utilizava tinha uma falha de segurança.
Enfim, estou re-postando o post em sua forma original, graças ao querido Google, que o tinha em seu cache.
No dia 14 desse mês, ocorreu uma flash mob na avenida Paulista, em protesto a PL do Azeredo que regulamenta os crimes na internet.
Pela repercursão, foi um movimento de sucesso, publicado por exemplo na home do G1.
Esse projeto para mim, e tenho certeza que para todos aqueles que o lerem ou receberem uma breve explicação do que regulamentará, não passa de um absurdo, de um ato político ditatorial.
Quer o Azeredo transformar a internet em uma “intranet” similar as que ele utilizava na IBM?
Proavelmente. Por sua formação e histórico, ele segue uma linha “proprietária” dentro da informática. Não demonstra nenhum apoio ou vontade na propagação do Software Livre e inclusão digital.
Ele disse ao G1 que “não haverá impacto nenhum para os usuários tradicionais”. Azeredo, por favor, defina tradicional.
Ele provavelmente está cansado de fazer projetos eleitoreiros de calçamento de ruas, construção de creches e etc, então resolveu apelar a algo que está em forte ascensão na sociedade: a inclusão digital e popularização da internet, que podem ser retardadas com esse projeto do meu conterrâneo.
Provavelmente essa idéia genial partiu de algum acessor, enquanto discutiam uma forma de dar mais mídia a ele tomando um cafézinho. O acessor sugere: “podemos fazer algo relacionado a internet. Esse negócio tá em alta agora.”. O Azeredo, “macaco-véio” que é, pensa então: “Já sei! Vamos criar uma lei pra regulamentar crimes na internet. Já houveram casos desse tipo e não existe uma regulamentação decente. Assim, sempre que prenderem alguém por um cyber-crime, vão dizer: Foi indiciado na Lei Azeredo.”.
E então ele vem com esse projeto tipicamente de direita, se sentindo o cherife virtual, o moderador da internet, o próprio “root”.
Pela genericidade do projeto, os “usuários tradicionais” também seriam e muito afetados (leia-se prejudicados), pois pela interpretação do texto, caso o “usuário tradicional” pegue um vírus em seu Windows Vista Ultimate, mesmo tendo seu Super Anti-vírus pega-tudo, esse vírus se propague através de sua máquina, será considerado culpado.
Como pode o “usuário tradicional” ser culpado, sendo que a culpa na realidade é do fabricante do SO que não fornece um sistema seguro e à altura do preço que se paga?
A cada usuário indiciado por um vírus pego e propagado, será que a Microsoft também será?
Pois deveria. Se não se tem segurança na ferramenta que se utiliza, sendo esta ferramenta a dominante dentre os “usuários tradicionais” (digamos que mais de 95% dos usuários no Brasil), como é possível fazer um Projeto de Lei tão genérico?
Fica aqui meu protesto:
NÃO À PERMISSÃO DE ROOT PRO GOVERNO!
NÃO À PL DO AZEREDO!